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| foto meramente ilustrativa - fonte internet |
Léo Pinheiro, ponta de lança do esquema de corrupção da Petrobrás, acusado de desviar bilhões de reais e de subornar algumas dezenas de políticos, deve sua soltura á inadequada e estranha proximidade com o ministro Toffoli? É tão difícil afirmar que sim quanto que não. Para que os empreiteiros continuasse presos bastaria que um dos outros ministros que votarão a favor do habeas corpus, Gilmar Mendes e Teori Zavascki, tivesse discordado do relator. A questão é que, até onde se sabe, nem Gilmar Mendes nem Teori Zavascki têm relações com empreiteiros. Como mostra o relatório da Policia Federal, Toffoli é próximo de Léo Pinheiro da OAS. Ambos são amigos diletos do ex-presidente Lula, em cujo governo, Toffoli, ex-advogado do PT, foi nomeado para STF.
VEJA teve acesso a um relatório produzido pelos investigadores da Operação Lava-Jato a partir das mensagens encontradas nos telefones apreendidos com Léo Pinheiro. O documento mostra que o empreiteiro frequentava as altas esferas do poder da capital. O interlocutor que aparece marcando encontros com ele no Rio em São Paulo e a ida á festa de aniversário de Toffoli é o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ),Vale lembrar que Benedito chegou a ser o nome preferido do governo para assumir uma vaga no STF. "As mensagens demonstram uma proximidade entre Léo Pinheiro e Benedito Gonçalves, bem como a proximidade destes com o ministro Toffoli", concluiu o relatório da Policia Federal.
Os diálogos interceptados revelam uma relação imprópria. Há pouco menos de dois meses, o ministro Gilmar Mendes propôs que um dos integrantes da corte se oferecesse para preencher a vaga aberta encarregada de julgar os recursos da Operação Lava-Jato. A turma de cinco ministros, estava com um a menos desde a aposentadoria de Joaquim Barbosa. A vaga seria preenchida pelo novo ministro indicado pela presidente Dilma Roussef. Foi justamente com o argumento de evitar o constrangimento que seria deixar o governo escolher um ministro que vai julgar um escândalo que atinge o próprio governo que Gilmar Mendes propôs a solução: um ministro do STF seria escolhido ou se apresentaria voluntariamente para integrar o grupo responsável pelo julgamento da Operação Lava-Jato. Toffoli, ex-advogado do PT e ex-funcionário da Casa Civil no governo Lula, ofereceu-se para preencher a vaga.
--------------Fonte Revista Veja - Edição 2424 - ano 48 - Nº 18 - 06/05/2015 -------------
O autor do Blog modificou o titulo








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